ARTIGO MARKETING
“Síndrome do Eu Também”
Empreenda, arrisque, planeje, mas seja, antes de tudo, original
POR ALESSANDRO SAADE
Recentemente, em urna palestra sobre marketing para empresas de pequeno porte recorri aos quadrinhos,para explicar um conceito que batizei de Síndrome do Eu Também. Falei de um número do Asterix,. no qual o herói, animado com os bons resultados do comércio de carne de javali, praticamente arruinava o tradicional negócio ao vender o mesmo produto muito abaixo do preço praticado pelo mercado.Mas deixando os quadrinhos de ledo, a Síndrome do Eu também é aquele movimento de mercado que se repete vez ou outra: surge um negócio novo e, em velocidade supersônica, todo mundo resolve copiar. O mal contido nisso é que desestabiliza o ambiente e Quebra empresas que, em condições normais, teriam possibilidade de sobreviver por muito tempo. Um exemplo é o que aconteceu na década de 1880 e início de 1990 com as videolocadoras. Nessa época, toda garagem de recém-desempregado virava loja de aluguel de filmes, sem o menor estudo do mercado, por mínimo ou rudimentar que fosse. Não existia a
vocação e empreendiam por pura falta de opção. Neste exato momento, estamos presenciando de novo o mesmo movimento e a mesma falta de preparo, agora com os por pet shops. Entre os Fatores que identificam tal movimento, destaco o que, em marketing se chama de Timing. Esses empreendedores retardatários entram no mercado
depois do tempo correto, quando a demanda do segmento já caminha para uma estabilização. A escolha do negocio ocorre pela percepção do sucesso do vizinho, e não existe afinidade com o segmento nem habilidade para administrar.
A informalidade também não ajuda. Muitos desses novos empresários trabalham sem registrar funcionários e nem recolher impostos. Isso passa a ilusão de que o negócio é rentável e dá ao consumidor uma falsa impressão de que o resto do mercado também pode reduzir o preço. Outro fator que atrapalha muito é a falta de planejamento. Como não existe um estudo prévio, iniciam o negócio sem saber aonde podem chegas. Sem experiência ou estratégia, geralmente se instalam próximo da concorrência diluindo imediatamente a ofensa do serviço ou produto para a mesma base de consumidores. E, para piorar, reduzem o preço no lugar de oferecerem mais benefícios ou estreitarem o relacionamento com o cliente. Pet shop é um mercado em que o componente emoção tem um peso considerável na escolha da loja e na decisão de compra. Não conhecer nem se relacionar bem com o mercado local é uma boa maneira de fracassar. Empreenda, arrisque, minimize os riscos, planeje a longo prazo, mas, antes de tudo e principalmente, seja original. Pense nisso antes de ser o próximo a engrossar lista do Eu Também.
Revista: Seu Sucesso
Número 31, Setembro de 2005
Artigo: Marketing p. 46
Grupo: Angélica Catherine Rodrigues Pedrosa, Giovana Barboda Carbinatto, Sarah Casagrande – 9ª Turma de Gestão da Micro e Pequena Empresa
Empreenda, arrisque, planeje, mas seja, antes de tudo, original
POR ALESSANDRO SAADE
Recentemente, em urna palestra sobre marketing para empresas de pequeno porte recorri aos quadrinhos,para explicar um conceito que batizei de Síndrome do Eu Também. Falei de um número do Asterix,. no qual o herói, animado com os bons resultados do comércio de carne de javali, praticamente arruinava o tradicional negócio ao vender o mesmo produto muito abaixo do preço praticado pelo mercado.Mas deixando os quadrinhos de ledo, a Síndrome do Eu também é aquele movimento de mercado que se repete vez ou outra: surge um negócio novo e, em velocidade supersônica, todo mundo resolve copiar. O mal contido nisso é que desestabiliza o ambiente e Quebra empresas que, em condições normais, teriam possibilidade de sobreviver por muito tempo. Um exemplo é o que aconteceu na década de 1880 e início de 1990 com as videolocadoras. Nessa época, toda garagem de recém-desempregado virava loja de aluguel de filmes, sem o menor estudo do mercado, por mínimo ou rudimentar que fosse. Não existia a
vocação e empreendiam por pura falta de opção. Neste exato momento, estamos presenciando de novo o mesmo movimento e a mesma falta de preparo, agora com os por pet shops. Entre os Fatores que identificam tal movimento, destaco o que, em marketing se chama de Timing. Esses empreendedores retardatários entram no mercado
depois do tempo correto, quando a demanda do segmento já caminha para uma estabilização. A escolha do negocio ocorre pela percepção do sucesso do vizinho, e não existe afinidade com o segmento nem habilidade para administrar.
A informalidade também não ajuda. Muitos desses novos empresários trabalham sem registrar funcionários e nem recolher impostos. Isso passa a ilusão de que o negócio é rentável e dá ao consumidor uma falsa impressão de que o resto do mercado também pode reduzir o preço. Outro fator que atrapalha muito é a falta de planejamento. Como não existe um estudo prévio, iniciam o negócio sem saber aonde podem chegas. Sem experiência ou estratégia, geralmente se instalam próximo da concorrência diluindo imediatamente a ofensa do serviço ou produto para a mesma base de consumidores. E, para piorar, reduzem o preço no lugar de oferecerem mais benefícios ou estreitarem o relacionamento com o cliente. Pet shop é um mercado em que o componente emoção tem um peso considerável na escolha da loja e na decisão de compra. Não conhecer nem se relacionar bem com o mercado local é uma boa maneira de fracassar. Empreenda, arrisque, minimize os riscos, planeje a longo prazo, mas, antes de tudo e principalmente, seja original. Pense nisso antes de ser o próximo a engrossar lista do Eu Também.
Revista: Seu Sucesso
Número 31, Setembro de 2005
Artigo: Marketing p. 46
Grupo: Angélica Catherine Rodrigues Pedrosa, Giovana Barboda Carbinatto, Sarah Casagrande – 9ª Turma de Gestão da Micro e Pequena Empresa
Comentários
O mercado esta saturado, é preciso trazer novidades.
Basta somente atuar como um verdadeiro empreendedor.
Como as dez características do empreendedor, as quais utilizamos no mercado de trabalho em qualquer função ou empresa.